segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Toque de Recolher


Não sei se vocês repararam, mas, de uns meses para cá, a noite carioca está pra lá de diferente. Os cinemas vivem cheios, mesmo com a facilidade de hoje em dia poder baixar conteúdos piratas na internet. Já as noitadas, entretanto, estão ficando mais vazias e atraindo um pessoal mais careta. Isso tudo é consequência da Lei Seca e da mais nova lei que proíbe fumantes de fumar em ambientes fechados.

Devido à Lei Seca, quem bebe está evitando sair com os seus carros de casa, e trocaram-no pelo táxi. E muito poucos usam o ônibus como meio de transporte para voltar das noitadas, pelo motivo da carência deles nas madrugadas. O que acontece é que as nights tornaram-se muito mais salgadas economicamente, o que está fazendo muitos a optarem a ir a festas fechadas, com tudo liberado, ou a ficarem bebendo no aconchego de suas casas. Consequentemente, as noitadas estão atraindo pessoas menos... er... estragadas e mais saudáveis. Até a vibração, a sintonia mudou. Dificilmente presencia-se confusões e “porradarias”. Isso é o que eu chamo de “mão invisível”: modificações no ambiente que acontecem ao nosso redor, mas que poucos conseguem se dar conta.

Outro item responsável por diminuir o fluxo de pessoas nas ruas à noite foi a lei que impede de fumar em ambientes fechados. Quem tem vício não aguenta ficar muito tempo sem fumar, e acaba preferindo fazer algo diferente. Outro fator que tem feito muitos – ou, nesse caso, muitas – deixarem de frequentar casas noturnas é o calor exacerbado. Ainda que tenham potentes ar-condicionados, estes não têm conseguido dar vazão. As mulheres, que tanto demoram para se produzir, colocar maquiagem, esticar cabelo, numa questão de segundos transformam-se em Monstros do Lago Ness: o cabelo enrola, a maquiagem derrete, o sapato machuca, ficam com uma vontade louca de tirar a roupa e de ficarem nuas, e ainda por cima sempre vem uns manés suados e nojentos querendo agarrá-las à força. Ainda que os cabelos saiam menos fedidos, por não deixarem mais fumarem em ambientes fechados, as mulheres saem completamente decompostas da night, tamanho o calor.

Como já citado, não sei se vocês perceberam, mas aumentou bastante o número de pessoas indo ao cinema e aos shoppings centers. Mesmo porque há pessoas que, mesmo bebendo e fumando muito, não conseguem fincar o pé em casa. Agora aumenta o número de casaizinhos que passam suas noites no fresquinho dos shoppings. Sim, até um aumento da fidelidade essas medidas - as quais chamarei de “toque de recolher”- proporcionaram. Uns adoraram as mudanças, enquanto outros estão inconformados. Tenho que admitir que não sair fedendo a cigarro dos lugares, deixar de presenciar brigas, encontrar gente mais equilibrada e, ao mesmo tempo, ver menos tumulto por aí não é nada mal...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Presentes de Natal


Eu não comemoro o Natal, mas eu me sinto na obrigação de presentear alguém que vai me dar um presente. Mas a questão é: eu ODEIO comprar coisas para mim, quanto mais presente para os outros. E pra piorar a situação, temos um agravante: os shoppings lotaaaados por causa do Natal. Ainda não entendo como as pessoas arrumam dinheiro num país onde não há escasses de empregos e os salários são baixos. Às vezes tenho a sensação de que sou a única pessoa sem dinheiro no mundo.

Gosto de fazer compras, sim, mas quando tenho dinheiro e encontro o que eu quero bem na minha frente, num estalar de dedos. E em promoção. Ou seja: quase nunca. Eu tenho uma certa dificuldade para comprar coisas. Demoro um século para escolher algo para mim, e não me sinto à vontade de fazer compras na companhia de outras pessoas, exceto minha mãe. (Confidências de uma marmanja de 25 anos.) E quando tenho que comprar para presentear alguém? Como disse na postagem anterior, meu nível de ansiedade vai a mil só de pensar em a pessoa não gostar do que comprei, ou de ter gastado muito enquanto a pessoa me comprou um presente de grego.

É, mas não tem jeito: temos que fazer algo de que não gostamos ou não estamos afim só por causa de um costume. E, no meu caso, costume o qual não faz nem parte das minhas crenças. Data que para mim não tem outro motivo que explorar o 13º suado do povo, em escala internacional. E para os que me leem, boas compras nos shoppings, que mais parecem latas de atum; no Saara (Rio de Janeiro), em cuja época do ano faz jus ao nome; na serra - Petrópolis ouTeresópolis (Rio de Janeiro) -, que, apesar das temperaturas mais baixas, apresenta preços lá no alto, devido à famosa “lei da oferta e da procura” do marketing; e em qualquer outro lugar em que você se atreva em fazer compras, que com toda a certeza deve estar lotado.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Amigo-oculto

Sempre no final do ano, seja no curso, na vizinhança ou no trabalho, tal atividade não pode faltar. Além do amigo-oculto (sim, amigo-oculto leva hífen), também existe o tal do “elefante branco”, que funciona com um mecanismo bem parecido do primeiro. Há amigos-ocultos ora com chocolates (ai de quem é diabético ou está de dieta – a maioria das mulheres), ora com presentes com valores exorbitantes. Há pessoas que ora amam, ora odeiam – faço questão de me incluir no último grupo.

Eu odeio amigos-ocultos porque SEMPRE saio perdendo. Fico preocupada e ansiosa para comprar algo que agrade o meu sorteado, e no final das contas acabo ganhando uma bela de uma porcaria. E quando no amigo-oculto você tem que dar pistas sobre quem você tirou? Geralmente alguns usam isso como uma oportunidade de caçoar dos outros e de querer aparecer. Péssimo. Nos amigos-ocultos em que já participei, sempre rolavam farpas e a brincadeira não acabava bem. O pior mesmo é quando é um amigo-oculto em que os presentes são chocolates: você fica sempre paranoica de como os chocolates foram conservados, onde foram guardados, e coisas do gênero. Eu sempre acho que alguém sentou em cima, paranoia pouca é bobagem.

Uma versão mais light do amigo-oculto é o “elefante branco”, que se resume em cada um dos participantes comprarem um presente e, um pouco antes da troca, acontece um sorteio e começa quem tirou o número menor. E, por sua vez, em ordem crescente, continua quem pegou o número menor dentre os participantes que faltam. A pessoa sorteada deve escolher um dos presentes à disposição (é importante que os presentes estejam bem embalados, para ninguém saber o que há dentro) e, caso não goste, pode trocar com outra pessoa que já tenha escolhido o seu. Todos os participantes devem mostrar o que ganharam. Quem tira o número maior é quem sai ganhando, pois pode trocar seu presente, caso não goste – e é o que frequentemente acontece, já que é a pessoa a ficar com o último presente –, com qualquer pessoa. A vantagem desse tipo de jogo é que não tem aquelas introduçõezinhas imbecis que descrevem quem é o seu amigo-oculto, você tem o livre arbítrio para escolher o pacote que quiser, e conta apenas com a sorte no quesito de ser o primeiro ou o último a ser sorteado.

Bem, eu não quis participar de amigo-oculto nenhum – mas talvez participasse de um elefante branco, coisa que só descobri da existência semana passada -, uma coisa quase que intrínseca em escritórios do Brasil nesta data do ano, mas desejo a todos que vão participar muita boa sorte. Feliz Natal, feliz Hanukkah, feliz ano novo, e muitos presentes! Estou no aguardo dos meus.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Banana aos Macacos. Welcome to the Jungle.

Nos tempos de hoje, em que a modernidade nos permite ser tão diferentes e adotar gostos tão particulares, vemos um movimento no qual as pessoas tentam se unir em torno de gostos – limitados – em comum. Vemos aglomerados de gente que compartilham entre si interesses tais como o futebol de todo domingo, a cervejinha gelada, o funk, o pagode, o carnaval, e outras drogas, as quais intitularei de “diversão de massa”. E o governo, por sua vez, aproveita-se da alienação do povo para roubar cada vez mais.

Lá em Brasília, nosso presidente, feliz e contente, junto com a sua gangue, continua a tirar dinheiro do povo, que nada faz, numa conformidade absurda. Como se estivessem tetraplégicos em cadeiras de rodas. O governo quer prover diversão para o povo, glorificando o futebol – não é a primeira vez que um presidente usa o futebol como estratégia de ganhar carisma perante o povo: manjado demais para quem não passou colando nas aulas de história do ensino médio – e outras “diversões de massa”. E vem por aí Olimpíadas, Copa do Mundo... mas alguém já pensou se nosso país tem estrutura para isso? Se nem de um apagão conseguem se dar ao trabalho de explicar o motivo, se nem a violência na prestigiada “Zona Sul do Rio de Janeiro” eles conseguem deter, imagina o caos que será isso? Como diria Regina Duarte na antiga, mas memorável propaganda política do PSDB em referência à possibilidade do Lula chegar ao poder, “Eu tenho medo!”

A última do presidente foi criar um filme narcisista em sua homenagem, santificando-o e comparando-se a todo tempo a Jesus Cristo. Não sou católica, mas ficaria muito aborrecida de ver tal analogia nas telinhas. No final de seu mandato, disfarçado de uma biografia, o filme de Lula servirá para endeusar a imagem do presidente e garantir futuros votos para o PT na próxima eleição para presidente. A personagem que Lula criou, no filme e no palanque, faz dele a imagem, semelhança e o reflexo do povão, maioria absoluta na hora da votação em nosso país desigual. O povo, idiota, identifica-se prontamente. Lula deve pensar, “se o povo quer diversão, banana para os macacos! Muito futebol e funk para todos vocês”.

Sim, essas “diversões de massa” são um reflexo do empobrecimento da cultura. Cada vez menos se vendem livros, e o que mais se vende são besteiróis vampirescos e livros de autoajuda. A venda dos livros de ficção poderia ser uma tentativa desesperada dos leitores de fugir da realidade? E os livros de autoajuda? Seria uma tentativa de ajudar a si próprios a resolver os problemas do cotidiano, já que está impregnado no brasileiro a conformidade de não lutar por seus direitos? Se as pessoas não se mexem para promover a mudança em si mesmas, não será um livro que irá fazer. Enfim, a falta de cultura reflete-se nas conversas nas rodinhas de bar. Os assuntos são superficiais, promíscuos, fúteis. Ninguém discute relações de amizade, questões políticas, as notícias do dia. Não se dão ao trabalho de raciocinar e agem como se fossem macacos amestrados de circo. Aliás, menos que isso, já que existem macacos e outros animais que conseguem pintar quadros abstratos com maestria.

A violência aumenta, e a nova geração cada vez extorque mais os pais, que se enchem de dívidas para pagar aos filhos cursos cada vez mais caros, na tentativa frustrada de fazer com que estes tenham sucesso. Assim, os pais teriam alguma coisa para se vangloriarem na frente de seus amigos a respeito de seus filhos. No entanto, sua prole mal consegue ganhar para alugar um barraquinho na favela. E parecem que não importam nem um pouco com isso. Enfim, a ideia de se mudar da casa dos pais torna-se cada vez mais distante.

Por outro lado, essas “diversões em massa” têm o seu lado positivo: unir as pessoas. Numa era onde as pessoas ficam cada vez mais “virtuais”, o que não é nada saudável, essas atividades vêm para unir as pessoas, fazê-las saírem de casa e se unirem em torno de um objetivo comum, promovendo a diversão, alegria, a união e a amizade – contudo, o quesito amizade é questionável, pois não é porque determinadas pessoas saem juntas para beber ou ver uma partida de futebol, que isso pode ser traduzido em uma amizade profunda e fiel. Na maioria das vezes, é falsidade, mesmo.

É injusto comparar o Brasil à maravilhosa França, onde os preços dos livros são bem acessíveis e boa parte da população tem como habito a leitura. Dificilmente alguém agride a gramática, pelo fato de estarem em contato constante com a comunicação escrita – acho que não preciso lembrar que estou excluindo a internet deste grupo. Lá, as pessoas vão às ruas para lutar pelos seus direitos. A democracia realmente funciona. E a cultura, as artes, são realmente valorizadas pelo governo e a população. Ah, a França... quem sabe um dia a gente não chega lá? Infelizmente, para chegar a tal nível, só de avião, mesmo.

Bem-vindos à selva! Deixo vocês embalados no ritmo do Rock, sempre contestador. A música “Welcome to the Jungle”, de Guns N’Roses, reflete bem o que foi falado até então:

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A "Poker Face" de Lady Gaga

Eu sempre ouvia falar dessa cantora pop, mas nunca me preocupei em saber sobre a vida dela. Tinha uma ou outra música que eu achava legal, inclusive uma das músicas – “Paparazzi” – marcou uma passagem não muito agradável minha neste ano (o que não me fez deixar de gostar da música), mas a minha curiosidade e interesse pela trajetória da mesma começou a partir de um clipe que eu vi no You Tube e, desta música inclusive, que não sabia até então que era dela. A produção realmente me chamou a atenção.

O Visual, com peruca loira e maquiagem “Isabelita dos Patins”, marca, sem fazer esforço. É uma coisa meio Marilyn, meio "Cleópatra loira". Suas vestimentas ousadas nos clipes, usando como referência o pop art, levam sua performance teatral, nos palcos e nos clipes, ao auge. A atitude, a ousadia são comparadas com as de Madonna, mas Lady Gaga é mais apelativa que a rainha do pop: não é difícil encontrá-la com a bunda de fora, fazendo suruba com um monte de mulher e com um bico do peito para fora da roupa, estilo o qual, na minha opinião, começa a apelar para o bizarro. Trata-se de algo desnecessário, influindo negativamente para seu marketing pessoal, apesar de resultar no que ela tanto quer: chamar a atenção. Sua coreografia desajeitada, que mais parece a dança do robocop, mas que procura traduzir melhor, através de seus gestos, o significado da música, diferencia-se totalmente das coreografias batidas das cantoras pop mais famosas. E suas roupas excêntricas nos fazem pensar que ela vai ao shopping fazer compras com o satã.

Enquanto umas letras apresentam uma letra bem bobinha, outras já têm um conteúdo interessante e nos levam a uma reflexão. A Música “Poker Face”, por exemplo, descreve o contexto da arte da sedução através do fatídico e manjado jogo da conquista. Fazer o blefe, ou seja, jogar, manipular e dissimular, como muitos homens fazem, acaba sendo a alternativa mais eficiente para conquistar. Sempre me pergunto, por que essa insistência do ser humano de complicar as coisas? Talvez seja uma medida protetiva para não se machucar num relacionamento, ou ainda a “cara da paisagem” serviria para esconder o jogo, as intenções e os sentimentos, o que oferece a chance de sair por cima caso o romance não dê certo. Será a "cara de pôquer" a arma dos desconfiados? Esse é o “sistema”, fazer o quê.

Mas não só os seus clipes são polêmicos, seus shows também são “um show à parte”: Lady Gaga faz desde agarrar-se com os outros dançarinos - geralmente sarados e negros -, no que parece mais uma orgia palco, até vestir um corpete transparente que cospe fogo dos seios. Seus shows são repletos de lasers e de efeitos especiais, o que faz as pessoas irem ao show não apenas para ouvir e ver a cantora de perto, mas principalmente para presenciar sua performance e ficar na expectativa de ver o que Lady Gaga vai fazer de surpreendente e bizarro dessa vez.

Outra coisa curiosa que notei é que a Lady Gaga... é "gaga". Ela parece um robô com soluço ao pronúnciar certas sílabas, quase sempre iniciadas com a consoante "p". Vejamos: po-po-po-poker face, po-po-poker face"... "papa-papa-papaparáaazzi". Brincadeiras à parte, eu estava acessando um blog o qual sigo, e um post, no qual mostra as cinco mulheres mais inteligentes da atualidade, me chamou a atenção (http://miscelaneasqp.blogspot.com/2009/09/as-5-mulheres-mais-inteligentes-da.html). Eu nem de longe imaginava o que essas famosas sabiam, aprenderam e de suas capacidades. Lady Gaga está na lista, mas na época que li a postagem, mal sabia quem era a cantora. Bem, se ela tem o Q.I. acima da média eu não sei, mas que ela tem o feeling para saber como fazer dinheiro, ah, isso é inquestionável. É impressionante, mas suas músicas conseguem atingir diversas tribos: desde as patricinhas fúteis, até góticos, homossexuais, garotas adolescentes, rockeiros, pessoas com tendências levianas, homens, crianças, pessoas que gostam simplesmente de polêmica e ainda outros que nada tem a ver com esses grupos de pessoas. Em seu visual e em seus clipes, uma espécie de "chique-trash", ela procura fazer uma produção que cause polêmica e ao mesmo tempo atinja um público-alvo o mais amplo possível. E no capitalismo, como todos sabem, quanto mais consumidores, melhor. Num mundo onde tudo é tão segmentado, ela conseguiu reunir vários tipos de público numa massa só e fazer rios de dinheiro. Meus parabéns à Lady Gaga, um fenômeno de vendas.

Fontes: http://socasando.wordpress.com;

http://miscelaneasqp.blogspot.com

Show da Lady Gaga:

Clipe “Paparazzi”

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Arnaldo Jabor tirando as máscaras: a verdade está na cara, mas não se impõe.


Geralmente sou eu quem redijo os textos do meu blog, mas esse crítica do Arnaldo Jabor, postada abaixo, não pode passar despercebida. Recebi a crítica faz um tempinho pelo e-mail, mas deixei para ler a mensagem só agora. Na crítica, Jabor desabafa e fala, sem papas na língua, a verdade que explode na cara da gente sobre o governo, mas que não queremos enxergar.

Jabor fala tudo o que já estamos carecas de saber, mas a formulação do texto, as comparações, analogias, a coragem, o sarcasmo... estão ótimos. Infelizmente o que não falta no nosso país são pessoas que ignoram ou mesmo impedem os outros de fazer com que a verdade seja dita, como o TSE neste caso fez.

Vestir-se de um personagem, de preferência com gostos bem populares e que se faz de vítima, é o que faz certos corruptos serem vistos justamente de forma contrária e, por fim, serem aclamados pelo povo inocente, crédulo, e ignorante. Políticos, seja do Brasil ou da Alemanha na época do nazismo, com a ajuda dos grandes meios de comunicação, fazem isso há decadas, através da criação um líder cuja aparência e comportamento são semelhantes aos da massa. O povo, por sua vez, espelha-se em seu representante e segue sem questionar, sem refletir sobre a mensagem que está decodificando - aliás, neste caso, a mensagem não é decodificada.

O povo esquece as ações dos pseudo-heróis, e glorifica suas palavras vazias de significados e intenções. As ideias não correspondem mais aos fatos. Ou será que os presidentes são um reflexo de seu povo? Bem, vou parar de escrever - já escrevi demais - e deixar você mesmo(a) ler e fazer seu juízo de valor. Boa leitura.

TSE que determinou a retirada do comentário de Arnaldo Jabor do site da CBN




Leia o comentário de Dora Kramer,Estadão de Domingo:

'A decisão do TSE que determinou a retirada do comentário de Arnaldo Jabor do site da CBN, a pedido do presidente 'Lula' até pode ter amparo na legislação eleitoral, mas fere o preceito constitucional da liberdade de imprensa e de expressão, configurando- se, portanto, um ato de censura.'
Em outro trecho:
'Jabor faz parte de uma lista de profissionais tidos pelo Presidente Lula como desafetos e, por isso, passíveis de retaliação à medida que se apresentem as oportunidades!'
'Não deixem de ler e reler o texto abaixo e passem adiante'!!!!!!


A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE
( ARNALDO JABOR )
O que foi que nos aconteceu?
No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor,'explicáveis' demais.
Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas.
Tudo já aconteceu e nada acontece.Os culpados estão catalogados, fichados, e nada rola.
A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma situação inédita na História brasileira !!!!!!!
Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada !!!!!!!!
Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos !!!!
Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes, as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo !!!!!
Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações... Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz !!!!!
Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Este governo é psicopata!!! Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de 'povo', consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações 'falsas', sua condição de cúmplice e Comandante em 'vítima'!!!!!
E a população ignorante engole tudo. Como é possível isso?
Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na Fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui há dois anos serão julgados os indiciados - nos comunica o STF.
Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização. Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua... O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo.
Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito....
Está havendo uma desmoralização do pensamento.
Deprimo-me:
Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?'..
A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua. Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo.
A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as ideias não correspondem mais aos fatos! !!!!
Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações.
No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política.
Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da república. São verdades cristalinas, com sol a Pino.
E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de 'gafe'.
Lulo-Petistas clamam: 'Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT ? Como ousaram ser honestos?'
Sempre que a verdade eclode, reagem.
Quando um juiz condena rápido, é chamado de exibicionista'. Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de 'finesse' do governo de FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando...
Mas agora é diferente.
As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma neo-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte.
Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem, de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o Populismo e o simplismo.
Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em 'a favor' do povo e 'contra', recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual... Teremos o 'sim' e o 'não', teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição Mundo x Brasil, nacional x internacional e um voluntarismo que legitima o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois.
Alguns otimistas dizem: 'Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de Verdades'!

ESSE TEXTO DEVE SE TRANSFORMAR NA MAIOR CORRENTE QUE A INTERNET JÁ VIU


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

2012 que nada... é 2009! Culpa dos Maias.

Estava no computador, quando acabou a luz na minha casa. Aos poucos, descobri que o apagão tinha se alastrado pela Barra inteira e, através de meu precário celular e dos meus amigos, descobri que o apagão estava presente na Tijuca, Volta Redonda, Nova Iguaçu e, enfim, em outros estados e até mesmo no Paraguai.

Fiquei preocupada, e milhares de “Teorias da Conspiração” inundaram minha fértil imaginação. Comecei a crer que a luz não tinha acabado, mas sim que eu era a protagonista do “O ensaio sobre a Cegueira”, e que o mundo estava prestes a acabar. Mundo acabando... e eu pensei num filme que vai entrar em cartaz inclusive nesta sexta-feira, e que não quero deixar de ver: “2012”. O filme baseia-se no fim dos tempos, de acordo com as Profecias Maia. Pelo que li num trecho aleatório sobre essas profecias, os desastres naturais se tornariam mais frequentes e violentos, não haveria mais luz elétrica, comida, o dinheiro não mais teria valor e as pessoas aprenderiam a ajudar umas as outras, dando fim à época do materialismo. ETs viriam para a Terra, a fim de nos ajudarmos nesta transição. Pensei que essa falta de luz era obra dos ETs Maias. Como diria o Chaves, “Já chegou o disco voador”.

Não suficiente, também pensei na hipótese de terem adiado o dia da consciência negra (20 de novembro). Já a minha vizinha disse que era o Holocausto, mas acho que quis dizer que era um blackout. Lembrei também que a Madonna estava aqui, jantando com Jesus. Ora, então mentiram para mim, a Última Ceia foi ontem, na terça! “Jesus, acende a luz!”. Mas talvez o apagão seja por causa da vinda de Shimon Peres ao Brasil, já que faz 43 anos sem que um presidente de Israel pise aqui, ou ainda um prenúncio da vinda do polêmico presidente do Irã dia 23 de novembro. O governo israelense está preocupado e quer conter a infiltração do Irã na América do Sul. Muito bom Israel estar tomando alguma providência.

Perguntado incansavelmente sobre o que teria realmente acontecido, o pronunciamento de Lula foi o seguinte; “Jamanta não sabe de naaaaaaaada!”. “Jamanta não morreu!” (Para quem não lembra, Jamanta era um personagem com problemas mentais da novela “Torre de Babel”, exibida em 1998. Apesar do nome da novela remeter ao fim do mundo, o tema não era esse. No entanto, dois anos antes, a novela “O Fim do Mundo”, foi exibida pela Rede Globo.) Entretanto foi anunciado no G1 hoje que e o apagão teve origem em função de condições meteorológicas, porém as causas do apagão não foram exatamente definidas. A resposta ao que aconteceu deverá ser apresentada hoje em uma reunião marcada às 17h no Centro Nacional de Operação do Sistema Elétrico (CNOS).

Como tudo aconteceu comigo:

Estava no meu MSN, quando de repente acabou a luz. Desesperadamente, corri para desligar a tomada do computador, já que estou sem no break (ou estabilizador, como queira). No entanto, fui correndo pela varanda e vi que toda a Barra da Tijuca estava neste estado. Na verdade, não precisava nem me levantar para ver porque não faltava gritaria e barulheira aqui.

Na Barra teve desde aquelas cornetinhas de Copa do Mundo, palavrões, gritos, gemidos, frases aleatórias, nomes de times de futebol até fogos de artifício. Teve até uma mulher que gritou “É tudo culpa do Lula!”. Entrei na onda, comecei a gritar alguns palavrões também, e fui correndo ligar para amigos meus. Aos poucos, fui descobrindo que em Volta Redonda e Nova Iguaçu também não tinha mais luz, e, mais tarde, recebi a noticia de que cinco estados e até mesmo o Paraguai estavam sem luz.

No meio do breu total, tive uma “brilhante idéia”: Usar o walkman do meu celular. Eu passava as rádios, e algumas só passavam músicas, enquanto outras, como a Mix e a Transamérica, estavam fora do ar. Eu pensei que a JB estaria noticiando alguma coisa sobre o ocorrido, mas que nada! Foi a Super Rádio Tupi que me salvou.

Em meio aos radialistas da Tupi se vangloriando de suas profissões quase em extinção, já que o rádio era uma das poucas mídias que estavam funcionando frente ao apagão, apenas suposições quanto ao ocorrido e previsões vagas sobre a volta da energia elétrica eram ditas. Os radialistas aumentavam o caos dos ouvintes anunciando que a água poderia também acabar, devido ao não funcionamento das turbinas, movidas por energia elétrica, e noticiando os engarrafamentos em torno do estado do Rio de Janeiro seguidos de arrastões com homens armados, como ocorreu na Av. Brasil. Como diria aquele funk antigo, “Tá dominado, ta tudo dominado”. A rádio também informou que 90% dos celulares Vivo estavam fora do ar, ou seja, “morreram”. Mas como quem é Vivo sempre aparece, eles voltaram a funcionar depois do apagão.

No meio de tantas notícias e suposições, engana-se quem achou que os anúncios publicitários sairiam de cena. As notícias foram interrompidas para a exibição de um comercial, claro, da Petrobrás. Pensei com os meus botões que uma inserção no meio daquele caos deveria ter saído uma fortuna. Será que a Tupi aproveitou o ocorrido para aumentar o preço do espaço publicitário? Será que nem no fim do mundo os publicitários vão descansar? Mas não serei injusta: mais tarde, teve um intervalo recheado de spots e jingles de vários anunciantes.

Depois do fim do apagão, liguei a tevê na Globo. E o “Jornal da Globo”, claro, foi uma espécie de especial do que aconteceu. Acho que a única matéria que fugiu deste assuntou foi a da blogueira cubana que foi espancada. Mas a Globo nada falou do arrastão que assolou a Av. Brasil, no Rio de Janeiro. Ah essa mania da Globo de omitir as coisas para prevenir o caos da população... ai, ai. Ou será que foi incompetência e falta de apuração sobre o ocorrido? Do que adianta ser “Sandra Passarinho” (repórter do Rio da Globo que cobriu o apagão), se não pode voar até a Av. Brasil e dar uma cobertura completa do que aconteceu?

Enfim, hoje acordei e a primeira coisa que fiz foi acessar os jornais online. Fui surpreendida por uma notícia do G1 que diz que foram DEZ estados com apagão, e não cinco, como foi noticiado pela rádio Tupi no dia anterior. Só nos resta esperar o pronunciamento às 17h na CNOS. Mas nada me faz desistir da idéia de que isso foi culpa dos Maias e que o apagão serviu para que eles se infiltrassem no nosso país sem deixar pistas.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Selo Meme


Eu fui indicada para um Meme (imagem acima), pelo blog "http://sorriaaqui.blogspot.com/" (valeu!!). Não sei bem qual é o intuito do selo, mas, pelo que deduzi, através dele estou fazendo uma divulgação do blog que me indicou e, ao mesmo tempo, a divulgação de mais oito blogs de minha escolha. Além disso, o selo incita os blogueiros a mostrarem um pouco de como pensam que são através de oito características pessoais. Presumo, então, que o objetivo do selo é gerar um maior tráfego e interação nos blogs. Bem, vamos lá:

Minhas características pessoais:

*humor;
*criatividade;
*bom raciocínio;
*perfeccionismo;
*intolerância;
*preguiça;
*equilíbrio
*insegurança

Blogs Indicados:

http://culturaeinutilidades.blogspot.com/
http://miscelaneasqp.blogspot.com/
http://euseiquepossovencer.blogspot.com/
http://ciadopensamento.blogspot.com/
http://silviokoerich.blogspot.com/
http://seuvicio.blogspot.com/
http://soniferailhaa.blogspot.com/
http://www.entretidoo.com/

Link presente: http://sorriaaqui.blogspot.com/2009/11/o-ganhei-um-selo-aee-d.html

Por hoje é só, pessoal. Bem-ido a todos.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Halloween e as assombrações fora de época.

Bem, como é de praxe nos meus blogs, o assunto em questão não será exatamente o halloween, mas vou pegar inspiração e carona no tema para falar de algo que de alguma forma se relaciona com essa festa americanizada: "monstros" inevitáveis de nosso cotidiano.

Vampiros, lobisomens, bruxas, diabos, esqueletos, fantasmas, frankensteins, monstros e afins. No halloween, temos a oportunidade de colocar os monstros de dentro da gente para fora na forma de diversas fantasias e personagens, festejamos, aterrorizamos, azaramos, confraternizamos, e fazemos travessuras. É, de fato, uma quebra necessária na nossa rotina onde pessoas, de todas as idades, podem brincar de ser criança nas frequentes festas de halloween que se repetem a cada ano. Entretanto... há assombrações que dão o ar da graça 365 dias do ano.

Quem não teve um ex-namorado, ex-ficante, ex-"amigo", ex-colega, ex-conhecido dos quais suspirávamos felizmente de terem saído das nossas vidas, mas que tivemos o azar e a infelicidade reencontrá-los de alguma maneira? E quando eles dão o ar da graça subitamente e passam a te perseguir? "Jason já morreu", como insisto em afirmar, e deve ficar morto e enterrado. E "Fred vai te pegar" o cacete! No final das contas, apesar de estar pilhada para tal acontecimento, acabei não indo a nenhuma festa de halloween e minha fantasia de vampira ficou no plano das ideias. "Mas a bruxa está solta!" hehehe.

Entretanto, refleti bastante sobre sobre as assombrações que insistem incansavelmente em fazer parte da minha vida, e concluí que não precisava de tais festas para estar rodeada de monstros, pois "para que festas de halloween se o meu msn e orkut estava cheio de assombrações?". Aliás... ô lugarzinhos para concentrar assombrações: ex-rolos que vêm falar contigo com a cara mais lavada do mundo, como se fossem verdadeiras santidades, mas que estão provavelmente em busca de apenas pegação e sexo, ou ainda com a intenção de fazer alguma espécie de joguinho doentio e sádico; "amigos" falsos que vêm puxar papo só para saber da sua vida, principalmente onde e no que você está trabalhando, e, se for conveniente, passar a fazer parte de sua vida social novamente; caras malas que você realmente não está afim de dar trela e não têm o bom-senso de perceber que estão incomodando; amigos malas cuja descrição é exatamente a do item mencionado anteriormente; amigos malas que tem alguma espécie de carência e vêm te perturbar para falar nada com coisa nenhuma quando você está viajando ouvindo algum vídeo no youtube ou lendo um bom texto; e pessoas que do nada sumiram do seu convívio, mas, sempre que conveniente, ou ainda apenas para manter as aparências, voltam a puxar papo com a pergunta que eu mais odeio: "está sumida?". Mas no entanto, os sumidos são eles.

Também criei uma outra frase fruto de meu ócio criativo: "há pessoas que estão fantaseadas o ano inteiro. Tira a máscara, tiraaaa!". Essa frase é em homenagem as políticos e interesseiros de plantão que se mascaram para atingir seus objetivos pessoais. E isso se tornou tão comum que semana passada ouvi em algum lugar sobre uma doença que designa pessoas que têm como hábito, vício e modo de vida mentir. Pena que eu esqueci o nome, mas é algo que começa com "oni". Eu não tenho paciência e tolerância com esse tipo de gente que faço questão de varrer, como uma poderosa bruxa, da minha vida. Mas não deixando de soltar farpas, venenos e verdadades antes, doa a quem doer, como uma diaba sedenta e sádica, mas apenas em prol da justiça e com a intenção de corrigir, quem sabe, um desvio de caráter ou de comportamento, ou de pelo menos de dar uma lição.

Assombrações e lobos em pele de cordeiro não fazem parte apenas da ficção, mas da mesma forma que a criança que tem medo de dormir no escuro e do monstro do armário, devemos combater nossos medos de frente, pois assim eles não encontrarão o seu lugar e sumirão das nossas vidas. E, enfim, todos esses personagens asquerosos farão parte apenas de nossos pesadelos e, com sorte, às vezes nem isso. Como diria a Pitty - pode ser música de pré-adolescente homossexual (sem preconceitos), mas eu me amarro -, "Diga, quem você é me diga / Me fale sobre a sua estrada / Me conte sobre a sua vida / Tira, a máscara que cobre o seu rosto / Se mostre e eu descubro se eu gosto / Do seu verdadeiro jeito de ser [...] O importante é ser você, mesmo que seja, estranho / Seja você, mesmo que seja bizarro bizarro bizarro."

Para terminar, vou postar aqui um funk bizarro, bizarro, bizarro, apenas para descontrair: http://www.youtube.com/watch?v=Nm44jriBSrA

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

"Chifruda e Rabuda", como a mulher brasileira deve ser.

Nossa eu sou um monstro, que frase machista eu criei. Hoje lembrei que o halloween vem chegando, e me veio alguns personagens típicos da festa em mente. Pensei na diaba, e, por conseguinte, inventei essa frase doida e de forte impacto. Mas, antes de tudo, quero destacar que sou completamente contra a premissa da frase. Na nossa sociedade, e no nosso país, o que mais importa aos homens, principalmente, é a aparência, entrando aí em destaque alguns atributos físicos, como o bumbum. Já no quesito comportamento, características tais como submissão e dependência ainda contam pontos positivos por parte de alguns homens, já que a traição, infelizmente, tornou-se parte do "patrimônio cultural" brasileiro e essas carcaterísticas são ingredientes fundamentais para que a traição masculina não padeça.

Dessa forma, a personagem "diaba" traduz-se, em sua aparência, naquilo que os machistas buscam. Uma mulher que não se incomode de ser traída, o que pode ser simbolizado pelos chifres. E que seja "rabuda", o que pode ser simbolizado pelo rabo. As diabas também são carregadas de sensualidade e adoram uma sacanagem.

Na cultura brasileira, tornou-se comum a infidelidade. Tão comum que há mulheres que toleram esse desvio de conduta, e fingem que não estão vendo nada. Umas não se importam com essa condição, pois encaram isso com normalidade, pois "faz parte do sistema", enquanto outras ingerem essa tristeza e frustração só para elas, e suas autoestimas (avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau, seguindo a wikipédia) são estraçalhadas. Com baixo-estima, começam a afastar amigos, perdem a ambição e até mesmo enfraquecem seus sistemas imunológicos.

Tenho reparado que o número de mulheres solteiras vem aumentando a cada dia. Vejo que as mulheres estão se dando ao respeito e aprendendo a viver a vida saindo e curtindo muito. Aliás, "Viver a Vida", a atual novela das nove, é um belo reflexo de como a vida segue do lado de fora da telinha: coroas bem-sucedidos e casados metidos a garanhão saem atras das pistoleiras, ops, garotinhas de vinte e tantos anos, como se estivessem colecionando figurinhas para colar num álbum. Se é questão de ego, de tesão, autoafirmação, eu não sei. Mas que é patético ver os velhos gagás da novela se enroscando nas menininhas, ah se é.

A novela não mente em nada, isso é o que acontece no cotidiano. O dinheiro faz qualquer um ter superpoderes. Mas,infelizmente, essas cenas vão servir de incentivo e de exemplo para que os homens continuem agindo assim. Eu sei que o Manoel Carlos pretende fazer as mulheres se vingarem dos galinhas da novela: Helena vai largar o Jose Mayer - esqueci o nome do personagem rs -, que também vai perder todo seu dinheiro, e o irmão do José Mayer - também não sei o nome - vai levar um belo de um chifre da mulher. Mas aparecer um Thiago Larcerda - no caso da Helena - ou um Carlos Casagrande - no caso da personagem da Letícia Spiller - pra fazer a tal vingança é coisa só de novela, mesmo. E muitas brasileiras não estão querendo se dar ao trabalho de se separar e esperar alguém legal chegar.

O machismo e a prepotência dos homens ainda perdura, pois por mais que estejam caminhando para para garantir direitos iguais, os homens e as mulheres ainda estão muito longe de se equiparar. As mulheres devem cuidar sempre do físico, não deixar o lado profissional para trás, e buscar se superarem a cada dia. Infelizmente há muita mulher para pouco homem, levando em consideração também que há o fator do homossexualismo também, mas não é por causa disso que as mulheres tem que aceitar e se submeter a certas condições. Como li em algum lugar, "o amor foi inventado por D's, e casamento pelos homens". E o casamento é uma instituição falida. As mulheres não têm mais a necessidade de provar algo para a sociedade, não existe idade-limite para casar, e não existe mais com tanta força o preconceito contra as "solteironas". Como diria o título da novela das nove, não engula sapo, não esconda seus sentimentos e vá "Viver a Vida".

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Ronaldo faz propaganda de gilete: Isso que é cortar pros dois lados


"Tem de dois, três, até cinco lâminas. É uma goleada de cinco a zero". Opa... essa gilete aí não corta só pros dois lados, não. Que... er.. irreverente! Irreverente igual ao Ronaldo.

Estava assistindo algo na TV quando de repente começa um comercial. Na hora não me dei conta, achei que fosse um comercial sem-graça tal como os outros. Mas quando o comercial terminou é que eu parei pra pensar: "Nossa, que maestria, que criatividade!" Poucos conseguiram ler nas entrelinhas deste comercial aparentemente comum: carregado de um humor negro beeeem sutil, o comercial tem o Ronaldo fazendo o testemunhal, que há alguns meses atrás protagonizou um escândalo no qual foi questionada sua opção sexual. Alguns dos que lembraram da famosa designação popular de que a "gilete corta para os dois lados", o que quer dizer, em outras palavras, que a pessoa é bissexual, sacaram a maldade do comercial.

Eu achei a ideia genial. Haveria melhor garoto-propaganda para uma marca de lâmina de barbear do que alguém...er... gilete? Credibilidade na mensagem é o que, realmente, não vai faltar. Se a propaganda não levar à ação pela via objetiva, com certa subliminarmente a gilete da Bozzano vai deixar marca! Será que o Ronaldo foi tão inocente de não entender a maldade do comercial? Ou será que decidiu assumir de forma subliminar? Ai que publicitário - ou publicitária, não sei - malvado auahauh, esse é dos meus!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Geleia com acento? Só se for a da L'Oréal. "É sem acento, é sem acento."

Estava tranquila e sonolenta dentro do ônibus, que fazia o trajeto Zona Sul x Barra da Tijuca, e eis que uma peça de comunicação me tira do meu confortável cochilo. Certo display (ou cartaz, como preferirem) afixado no shopping mais elitizado do Rio de Janeiro, o Fashion Mall, chamou minha atenção. Na verdade, GRITOU COMIGO. Mas infelizmente, não foi por causa de deter uma criatividade fora do comum. O erro que me tirou o sono vespertino foi a palavra "geléia". Se até os estudantes de fundamental estão cientes de uma das mudanças mais básicas advindas do Novo Acordo Ortográfico (palavras paroxítonas formadas pelos ditongos "ei" e "oi" não são mais acentuadas), o que acontece então com uma agência de publicidade de médio ou grande porte?

Aliás, nunca mais vi criatividade na publicidade brasileira. Parece que as agências ou subestimam a inteligência do povo, firmando-se a "criar" - simplesmente não há mais criação, os redatores simplesmente escrevem um texto como se estivessem redigindo uma matéria, não há um pingo de originalidade e invenção - peças com texto bem conciso e objetivo, como se a população não fosse capaz de interpretar textos mais ousados e elaborados, ou simplesmente a mão-de-obra criativa está deixando - e muito - a desejar. Imagino que seja um pouco das duas coisas, mas a segunda opção, pelo motivo que descrevo (e demonstro) a seguir, soa mais forte.

Desde janeiro de 2009, vigora o novo acordo ortográfico em países que têm a língua portuguesa como idioma oficial. Está certo que os brasileiros e as demais nações em questão têm até primeiro de janeiro de 2013 para se adaptarem às novas regras, mas as publicações mais respeitadas e de credibilidade do Brasil (Portugal não está de pleno acordo com o acordo ortográfico) já estão adotando-as faz tempo. E era isso que deveríamos esperar da agência que tem a conta da L'Oréal Paris e que criou tal campanha, que imagino ser uma das de maior peso. Até tentei procurar qual era a agência via google, mas não achei. Descobri duas agências que já trabalharam com o cliente, mas não sei qual foi a responsável por essas peças, portanto, não citarei nomes.

Como citei acima, trata-se de uma campanha, o que significa que o erro está também presente em outras peças de comunicação, tais como anúncios. O que faz uma agência contratar um redator que não domina o português? Presumamos também que em agências de médio/grande porte não seja só um redator responsável pela campanha, mas vários. E além disso, a campanha provavelmente deve ter passado pelas mãos de um revisor ortográfico. Vergonhoso. Fiquei "rosa chiclete". Para mim, novamente, é subestimar a inteligência das almas que tiveram a infeliz visão dessa campanha. Sim, brasileiro sabe português! Trata-se também de uma falta total de zelo com um cliente de tal calibre.

O site da L'Oréal Paris pelo menos teve a correção devida. Quer dizer, em alguns trechos o acento ainda persiste. O que leva a um outro erro aí, o de padronização (não sei também que agência fez o site). A palavra está presente com diversas grafias no website, gerando um "samba do crioulo doido". Era mais fácil que tivesse permanecido todas as "geleias com acento", da forma errada mesmo ("errada" é uma forma de dizer, na verdade está desatualizada), pois os leitores poderiam interpretar que passou-se de apenas de uma falta de atualização quanto às novas regras de acentuação, e não numa falta de cuidado e de preparo profissional no que diz respeito à comunicação.

Dá vontade de fazer coro com o Jô Soares e cantar "é sem acento, é sem acento". Essa "geléia real" tem tanta personalidade.... que tem até acento! Mas vejamos pelo lado positivo: se não fosse o erro, formadores de opinião, professores, estudantes de concurso e afins não prestariam atenção na campanha! Bem-ido (contrário de bem-vindo) a todos!

Nota: as imagens de péssima qualidade que disponibilizo no site foram as únicas que encontrei na internet da campanha.